APRESENTAÇÃO
Sinto-me, deveras, profundamente enlevado com a prodigalidade da idéia do meu eminente amigo, Hugo Rodrigues dos Santos, no sentido de que fosse a minha modesta pessoa deferida nesta obra, com a honra insigne da apresentação do Autor.
Convivi com o apresentado, na década de 50/60, quando, juntos, freqüentamos o Curso de Humanidades do famoso, à época, Seminário Arquidiocesano da Paraíba, lugar onde a disciplina, o estudo e a formação cultural e do caráter eram prioridades, além da imprescindível preparação religiosa. O principio evangélico de que "muitos são os chamados e poucos os escolhidos" vigorava com intensidade, porquanto, dentre os 30 a 40 "feras" que normalmente ingressavam a cada ano, apenas dois, três e no máximo cinco eram os Sacerdotes ordenados.
O nosso ínclito amigo, Hugo Rodrigues, oriundo daquele ambiente, procura hoje difundir, no seio da comunidade paraibana, com a categoria de latinista de escola, os seus conhecimentos humanísticos, com a belíssima iniciativa cultural de se propor à tradução e análise das fábulas de FERRO.
O cidadão Hugo Rodrigues dos Santos é um homem de bem a toda prova, de personalidade forte, persistente, de inteligência perspicaz, introspectivo, cultor das boas amizades, de excelente convivência social. Na vida pública, vem se revelando um excelente Membro do Ministério Público do nosso Estado, função que exerce com altivez, dignidade, independência e respeitabilidade. Pessoalmente, na época em que exerci o cargo de Corregedor da Justiça, conheci em Cajazeiras o eficiente trabalho de proteção, assistência e fiscalização ao Menor, promovido pelo dinâmico Promotor de Justiça Hugo Rodrigues.
O Dr. Hugo possui qualidades de homem público, com as quais poderá servir e muito engrandecer a nossa pequena província.
MARCOS NOVAIS
Juiz de Direito
PREFÁCIO
O presente livro é um dos mais extraordinários deste intelectual Hugo Rodrigues dos Santos.
Engloba as fábulas de Esopo, Fedro e La Fontaine, traduzindo e explicando-as.
Como se sabe, as fábulas de Esopo, Fedro e La Fontaine têm o caráter freqüentemente dramático da narrativa, com hábil diversidade de tom. Cada fábula é uma obra-prima. Para a moral, aconselham habilidade e prudência num mundo onde os poderosos se dedicam, cada vez mais, à exploração dos mais fracos.
Caio Júlio FEDRO, grande fabulista, nasceu na Macedônia, 15 a.C. e morreu em 50 d.C., liberto de Augusto, imitou Esopo. Escreveu fábulas em versos latinos, que são sátiras mordazes contra os homens e abusos de seu tempo.
ESOPO, fabulista grego (séc. VII - VI a.C.) de origem escrava, depois aforriado; foi morto pelos délficos. É personagem lendária, que se representava como um elemento feio, gago e corcunda. O monge Planúdio (séc. XIV) foi quem fez a reunião atual das Fábulas de Esopo, redigidas em prosa grega.
Jean de LA FONTAINE reuniu suas fábulas em doze livros (I a VI, 1668; VII a VIII, 1678; IX a XI, 1679; XII, 1694). Sem ter, senão raramente, inventado o assunto de suas fábulas, copiadas de Fedro e Esopo e outros fabulistas, La Fontaine notabilizou-se no gênero.
Nenhuma biblioteca, por mais ilustre que seja, estará completa sem mais este livro do nosso Hugo Rodrigues dos Santos.
HITLER DE SIQUEIRA CAMPOS CANTALICE
Juiz de Direito
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