PREFÁCIO
Não fui professor do jovem MARCUS VINÍCIUS AMERICANO DA COSTA, mas, seu convite, para que prefaciasse o seu livro "INSTITUTOS DE DIREITO CONSTITUCIONAL - Inovações, Revisão e Reformas" deve, presumo, vincular-se ao desejo de me associar um pouco às suas reflexões sobre a Carta de 1988, certamente por saber que ela tem sido constante objeto de meu cuidado e diria até de minhas preocupações.
Dos AMERICANO DA COSTA, com muitos dos quais convivi, tendo merecido a estima de um dos mais talentosos do "clã"- IVAN AMERICANO DA COSTA, herdou MARCUS VINÍCIUS a paixão pelo saber e pelo especular sobre o que provoca a inteligência humana, e nisso tem-se mostrado persistente e responsável.
Nada mais justo, portanto, que aceitar o convite feito e dedicar ao livro a atenção que ele merece. Todo trabalho intelectual sério faz jus ao louvor. Insisto no que tem sido uma constante em meu magistério - direito é muito mais a fundamentação do que a conclusão. E no fundamentar é que se pode medir o valor do jurista.
Ao jovem MARCUS VINÍCIUS o meu estímulo, para que continue produzindo. O pensar é para o espírito o que o oxigênio é para o corpo - não podemos sobreviver sem ele e fragilizamo-nos quando se rarefaz.
Num mundo em que tudo parece ter-se tornado disponível, relativo, contestável, a coragem de repensar tudo, desde suas raízes mais profundas e desde o aparentemente mais insignificante é a única forma de sobreviver com esperança. É repensando o que já foi pensado que nos construímos intelectualmente com solidez, mesmo quando o repensar nos reconduz ao ponto de partida.
Estimulá-lo para que ouse isso, é a palavra final que lhe dedico, MARCUS VINÍCIUS AMERICANO DA COSTA.
Salvador, maio de 1998.
J.J. CALMON DE PASSOS
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